PET Cinema na Campus Party Bahia

Foto: Fotos Públicas/ Governo do Estado da Bahia

A  Campus Party é conhecida como a maior feira de tecnologia do mundo e realmente faz jus a esse título. Entre os dias 09 a 13 de agosto, tivemos a primeira edição sediada na Bahia e também foi a primeira a acontecer num campo de futebol, a Arena Fonte Nova. Foram dias de intensa, pura e surpreendente tecnologia. Tudo era tecnologia, respirava-se tecnologia. Todos os tipos dela.

Foi montada uma grande estrutura para receber os participantes que vieram de muitas partes do Brasil e até estrangeiros. Havia também caravanas. As pessoas vinham para acampar no local: uma enorme área no estacionamento foi reservada para recebê-las, foram disponibilizadas barracas de camping e uma estrutura com banheiros, e restaurantes e monitores para orientá-los e dar suporte às necessidades. No dia do credenciamento, dia 09, uma multidão de pessoas, principalmente jovens universitários, lotaram a Fonte Nova, carregados de travesseiros, colchonetes e grandes mochilas. A estrutura para recebê-los foi de um cuidado primoroso, levando-se em conta as limitações impostas pelo local, é claro.

Ainda sobre estrutura de recepção, é importante destacar que a segurança foi um ponto forte do evento, o rigor na entrada e saída dos participantes - a cada vez  que passassem pelo portão de uma das dependências do evento tinham que apresentar ao leitor um código de barras e impressão digital, além da clássica revista. Apesar de exaustivo e repetitivo, esse procedimento significou tranquilidade para todos: as pessoas deixavam na área comum seus computadores e equipamentos eletrônicos de todos os tipos (que tinham que ser registrados na entrada e saída) e circulavam tranquilamente pelo evento.

Foto: Fotos Públicas/ Governo do Estado da Bahia

A Campus Party Bahia (CPBA, como foi carinhosamente chamada) teve como tema “Inovação produtiva” e teve de tudo: discussões, palestras, oficinas, workshops sobre os mais diversos temas da tecnologia: e-esportes, tecnologia na saúde, quadrinhos, criatividade produtiva, mineração de dados, maquiagem artística (oficina de cosplay), o mercado de game, robótica, corrida de drones, stands sobre tecnologia automotiva, sobre sistema operacional, computer case, exposição de figuras de ação, cosplays... foram muitas, muitas, atrações. Várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, mas como o Vira-Tempo da Hermione não existe (ainda), o difícil foi escolher de quais espaços participar. 

Foto: Fotos Públicas/ Governo do Estado da Bahia

Mas uma questão foi transversal à maioria dos espaços nos quais estive presente: a necessidade de valorização do nosso potencial, criatividade e mercado (brasileiro e baiano). É uma questão pertinente a muitos aspectos da produção brasileira e são realizações como a Campus Party (e muitas outras) que permitem esse diálogo mais amplo com diversos segmentos da tecnologia (o nosso caso) e isso inclui, obviamente, o audiovisual. Precisamos promover e participar de momentos e espaços como estes, sejam eles mais amplos como a Campus, sejam mais específicos como um encontro de cinema de animação, por exemplo. Independente da temática, esses são espaços de construção de conhecimento, que é fundamental em todas as áreas.

A Campus Party foi uma experiência muito válida e que suscitou uma ampliação de horizontes. Recomendo a quem tiver a oportunidade de participar: não hesite, valerá a pena. Seja um campuseiro também. A próxima edição no Brasil será em Natal, em abril de 2018, e foi anunciada durante o evento com a presença do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria. Ficou também uma promessa de uma nova edição na Bahia. Torcemos para que se realize.

Luane Batista, graduanda em Cinema e Audiovisual (UFRB) e bolsista do PET-Cinema UFRB.

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